quarta-feira, 17 de abril de 2013

"Quero um relógio quebrado, pra bagunçar as horas e entrar em sintonia com meu coração bagunçado, pra então fazer sentido, pra eu não fazer mais nada no tempo errado."

sábado, 13 de outubro de 2012

Aos 30, eu ponho pimenta na minha comida, sorrisos no meu rosto, rebolado na minha dança e números no meu celular.


Já dizia Anderson Cavalcanti: Cada minuto de vida é um minuto a menos e não um minuto a
mais. Mal nascemos e já começamos a morrer. Acredito sim que ninguém ta aqui por aca
so e nem nessa vida apenas de passagem. Somos um espírito ocupando um corpo, e não um corpo
ocupando um espírito. Há um propósito maior na existência humana. No entanto, a maioria das vezes, nós não tem consciência disso e perdemos a dimensão espiritual da vida na mesquinhez do dia a dia. Não aproveitamos cada minuto de nossa existência como deveríamos. Em vez disso, deixamos o tempo escorrer por entre nossos dedos, enquanto estamos ocupados com coisas absolutamente sem importância.
Eu lido com gente o tempo todo e tenho percebido claramente e cada vez mais o quanto as pessoas estão vivendo sem um sentido para suas vidas. A agenda está sempre cheia. Mas quase sempre o vaivém
não passa de movimento sem significado. As pessoas vivem enredadas em afazeres de todo tipo. Mas ao final do dia, do mês, do ano (da vida?) têm a sensação de que isso não as levou a lugar algum e só sobra o cansaço. Grande parte das pessoas as quais venho conversando ultimamente não sabem me responder a simples pergunta: Está feliz? Como se felicidade fosse algo distante, caro, que precisasse de muito dinheiro para adquiri-la, e estamos poupando para isso num futuro sabe-se lá quando. Por isso venho colocando mais dias em sua vida, mais vida em meus dias.
Sempre ouço falar que a mulher vai "curtindo" no tempo, e que aos 40, na tão famosa idade da loba, é que a vida se inicia, mas hoje, aos 30 anos balzaquianos, tenho todos os motivos para falar, a vida realmente começa, quando você quer que ela assim faça, quando você decide vive-la, da sua forma, da sua maneira, como você bem entender. A vida muda..., nunca mais voltamos a ser aquilo que éramos. Por que estou falando isso?? Porque acabou de receber uma ligação retórica, com os dizeres de que... você tá que tá heim... num tom bem pejorativo e a mensagem que eu tenho a dizer é que, aos 30, eu ponho pimenta na minha comida, sorrisos no meu rosto, rebolado na minha dança e números no meu celular.
Pode me julgar, me titubear, falar o que quiserem, só não podem ser o que eu sou.

domingo, 29 de abril de 2012

Ser VERDADEIRA! Eu sou!

Ahh..podem até falar que meu jeito tá errado, q sou grossa, estúpida, até que eu afasto as pessoas de mim, enfim... eu não sei.
Só sei que não sei ser cínica, não sei fingir, não sei ser o que eu não sou, muito menos para agradar ninguem. ABAIXO a falsidade.
Pra mim  é tão simples... se ta me incomodando, eu falo. Se não vou com a sua cara, não fico te procurando, sorrindo pra vc como melhores amigos, se vc brigou, me magou, eu nao poso para foto na pose amigos de infancia e se eu nao quero comer.. eu nao como. Não era para ser assim????
Você briga com um colega... queima milhoes de minutos na baixa energia, me liga, eu fico toda preocupada com vc, escuto todas as lamúrias e ai minutos depois vc posta melhores amigos... e eu fico de boba? Ai vc discorda com um montee de coisa, fala horrores, eu fico contornando as situações e vc compartilha melhor amigo... ahhh.... prefiro ser sozinha com gente verdadeira do que rodeada de amigos falsos, cínicos nos quais nao posso confiar.
Não to brava, nem to desabafando... estou em paz comigo, super de bem com meu travesseiro. Graças a Deus e que assim permaneça.


Não sou e nem quero ser melhor do que ninguem... só busco a paz no meu coração. 30 anos me ensinaram a ser EGOISTA, e isso foi bom sim. Aceitar que Deus age na vida de cada um conforme o merecimento de cada eh parte da evolução espiritual e é esse o meu foco. Cada um tem aquilo que merece. Deus é justo, sabe ensinar na beleza da vida, muitas vezes pela dor impensante.
Cada um tem de mim aquilo que cativa... sei ser de tudo... basta despertar!
Mentiras e falsidades não combinam comigo. O clichê falem mal ou falem bem, mas falem de mim não faz parte do meu objetivo de vida, mas se assim for... nem me abalo. Afinal, felicidade incomoda e se meu quadrado é maior, mais confortável, e mais iluminado que o de alguns, ado..aado!!!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Enfim e até que enfim - 30 anos!

É, eu sei... há tempos que eu não passo por aki. Tantas coisas aconteceram e confesso que este deixou momentaneamente de ser prioridade. Percebi que todas as minhas publicações são frutos de momentos intensos e profundos de reflexões geralmente regadas a uma solidão física. Talvez seja por isso a minha ausencia... Desde que Isabella foi morar comigo em Itaboraí/RJ me faltaram esses momentos, as reflexões eram com ela... logo após, retornei a BH, ai que nao tinha mesmo tempo para tais momentos... agora aqui, no Mato Grosso do Sul, resolvi dar uma passada por aqui. Temas de reflexão são inúmeros, mas não posso reinterar minhas publicações sem registrar os tão esperados 30 anos.

Minha postagem de 29 anos eu só agradeci, mesmo ausente de minha casa, o dia foi de grande movimento. Os 30 foram exatamente como eu imaginei, como eu programei, como eu sonhei. Em casa na sexta, na festa no sábado e muiiitos abraços no domingo!!

Tá, só pra variar eu chorei de raiva, houve um momento triste que confesso, não consigo entender.... não posso simplesmente falar como ouvi de Val e Chris que é inveja e coisa e tal... ainda procuro em meio a tantos fatos o porquê disso. Mas na minha alta energia, essas coisas não andam tendo espaço... então é a vida que segueeeee...

Resumindo... minha festa de comemoração aos 30 foi exatamente perfeita... a decoração ficou linda!! As fadas encantaram o meu mundo. Tema infantil sim, mas como me disseram aqui em Três Lagoas, tenho uma menina "cravada" dentro de mim e humildemente, acho isso admirável.

Desde que resolvi levar a vida mais leve, mais light, mais paz e amor é exatamente assim que me sinto... uma pré-adolescente com cartão de crédito e algumas responsabilidades. Foi uma festa harmonica, ter meus pais recebendo todos os meus convidados comigo foi fantástico... cansativo, confesso, mas ver pessoas tão especiais entrando e subindo aquela escadinha foi realmente mágico.
Todos falam que é besteira fazer festa para os outros, porque sempre vai ter um que vai falar mal... eu sempre gostei de festa e nunca liguei muito para o que falam de mim, mas depois do dia 31 de março de 2012 tenho certeza que quem fala isso nunca fez uma festa na vida... mesmo que falem, que critiquem, que condenem, vale muita a pena e para resumir esse tópico, que venha os 40, com mais estilo, mais categoria e muiiito mais alegria!!

Por hoje chega... lembranças e mais lembranças já povoaram meu pensamento e como aqui onde eu to o sistema é bruto... hora de hibernar!!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

NADA É SÓ BOM - A felicidade pode ser uma mercadoria ordinária, vendida e não entregue!

NADA É SÓ BOM



ELIANE BRUM

Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).

elianebrum@uol.com.br


Ao assistir ao novo filme de Arnaldo Jabor, “A Suprema Felicidade”, fiquei desesperada porque não tinha uma caneta e um bloquinho. Eu nunca ando sem uma caneta e um bloquinho. Mas assisti ao filme na abertura do Festival de Cinema do Rio, na quinta-feira (23/9), vestida para festa e com uma daquelas bolsas ridículas onde mal cabem o batom e o dinheiro do táxi. Um problema quando ouvimos uma frase realmente ótima e tudo o que encontramos para retê-la é um bastão com algum nome bizarro como “beijo fatal”. Tive de apelar para a minha péssima memória porque há no filme algumas frases imperdíveis. Daquele tipo essencial, tão boas que parecem simples e até óbvias e você quer morrer por nunca tê-las escrito. Estas frases unem as memórias do cineasta, que vão emergindo no filme do mesmo modo que as lembramos na vida – sem linearidade e só aparentemente descosturadas. Fiquei repetindo-as durante toda a sessão para mim mesma. Consegui que sobrevivessem razoavelmente ilesas. E a primeira delas é a do título desta coluna: “Nada é só bom”.

Virou meu mantra desde então. Vejo tanta gente sofrendo por aí, achando que sua vida está aquém do que deveria ser, porque tudo deveria ser só bom. Não sei quando nos enfiaram garganta abaixo esta ideia absurda de um estado de felicidade absoluta. Uma espécie de nirvana a ser alcançado em que nada mais nos perturbaria e que seríamos felizes para sempre. Na verdade, só há um jeito de isso acontecer: podemos ser felizes e mortos. Porque este estado imperturbável, imune à vida, só se alcança na morte.

Acho que a grande causa atual de infelicidade é a exigência da felicidade. É o deslocamento do lugar da felicidade para o centro da vida, como um fim a ser alcançado e a medida de uma existência que valha a pena. Se nos lembrarmos bem dos contos de fadas, o “e foram felizes para sempre” era exatamente o fim da história. Era quando o conto morria num ponto final porque não havia mais nada relevante para ser contado. Tudo o que interessava, o que nos hipnotizava e nos mantinha pedindo a nossos pais ou à professora ou a nós mesmos “de novo, conta de novo”, era o que vinha antes. O desejo, as turbulências, os avanços e recuos, os tropeços e os arrependimentos, os erros, o frio na barriga, a busca. Tudo aquilo que é a matéria da vida de todos. O que realmente importa.

Acho impressionante a quantidade de adultos pedindo um final feliz para as suas vidas, para suas histórias de amor, para o sucesso profissional. Não há nenhum mistério no final. Independentemente do que cada um acredita, o fato é que no final a vida como cada um a conhece acaba. Para viver, o que nos interessa não são os pontos finais, mas as vírgulas. Os acontecimentos do meio, o enredo entre o primeiro parágrafo e o último.

Escrevo pequenas histórias de ficção em um site de crônicas e alguns leitores se manifestam, por comentários ou por email, reclamando do desfecho. Eles me ensinam sobre esta exigência da felicidade por toda parte. Pedem, com todas as letras, “um final feliz”. Sentem-se traídos porque não dou isso a eles. Mas voltam na semana seguinte para se perturbarem com o desfecho do novo conto e reclamar mais uma vez. São adultos pedindo histórias da carochinha. E consumidores bem treinados para achar que tudo é produto de consumo.

Acham que ofereço a eles cachorro-quente. Por favor, um pouco mais de mostarda, duas salsichas, menos pimenta no molho. É muito interessante. Mas, de algum modo, algo nos meus “finais infelizes” os engata. Porque, em vez de me deixar para lá e ler algo mais “feliz”, voltam por alguma razão. Talvez descobrir se me rendi à tal da felicidade.

A ideia de felicidade como um fim em si mesmo encobre e desbota tanto a delicadeza quanto a grandeza do que vivemos hoje, faz com que olhemos para nossas pequenas conquistas, nossos amores nem sempre tão grandiloquentes, nosso trabalho às vezes chato, como se fosse pouco. Apenas porque nem a conquista nem o amor nem o trabalho é só bom. E há uma crença coletiva e alimentada pelo mundo do consumo afirmando que tudo deveria ser só bom. E se não é só bom é porque fracassamos.

Deixamos então de enxergar a beleza de nosso amor imperfeito, de nossa família imperfeita, de nosso trabalho imperfeito, de nosso corpo imperfeito, de nossos dentes imperfeitos e até de nossas taxas de colesterol imperfeitas. De nossos dias imperfeitos. Escolher como olhamos para nossa vida é um ato profundo de liberdade que temos descartado em troca de propaganda enganosa.

Tanta gente se esquece de viver o que está aí em troca desta mercadoria ordinária chamada de felicidade. Que, como toda mercadoria, tem essência de fumaça. Se tivesse de escolher entre esta felicidade de plástico que vendem por aí e a infelicidade, preferiria ser infeliz. Pelo menos, a infelicidade me faz buscar. E a felicidade absoluta é mortífera, ela mata o tempo presente.

Não tenho nenhum interesse por esta pergunta corriqueira: “Você é feliz?”. Acho uma questão irrelevante. O que me interessa perguntar a mim mesma – e pergunto a todos a quem entrevisto é: “Você deseja?”

Desejar é o contato permanente com o buraco, com a falta, com a impossibilidade de ser completo. Desejar é o que une o homem à sua vida. Une pela falta. Tem mais a ver com um estado permanente de insatisfação. Não a insatisfação que paralisa, aquela causada pela impossibilidade da felicidade absoluta; mas a insatisfação que nos coloca em movimento, carregando tudo o que somos numa busca permanente de sentido. Desejar é estar sempre no caminho, conscientes de que o fim não importa. O fim já está dado, o resto tudo é possibilidade.

No filme de Arnaldo Jabor, as melhores frases são de Noel, avô do personagem principal, vivido pelo enorme Marco Nanini. Numa ocasião ele diz ao neto: “Ninguém é feliz. Com sorte, a gente é alegre”. E completa: “A vida gosta de quem gosta dela”. Achei de uma simplicidade brilhante. É isso, afinal. É claro que há uns poucos momentos de felicidade, mas, como diz Noel em seguida, eles duram no máximo uns 10 minutos e se vão para sempre.

Em vez de ficar perdendo tempo com finais felizes ou se perguntando sobre a felicidade ou invejando a suposta felicidade do vizinho ou se sentindo mal porque não é um personagem de comercial de margarina, vale mais a pena tratar de viver. Tratar de gostar da vida para que ela goste de você.

Aliás, nada me dá mais medo do que gente que vive como se estivesse num comercial de margarina. Se aceitarem um conselho: corram dessas vidas de photoshop. Elas não existem. Gente de verdade vive do jeito possível – e tenta lembrar que o possível não é pouco. Isso não significa se acomodar, pelo contrário. Mas abrir os olhos para a novidade do mundo na soma subtraída de nossos dias, desejar a vida que nos deseja.

É como em outra frase, esta dita por um comprador ambulante de coisas antigas num momento crucial do filme. Um delirante Noel, assustado com a proximidade da morte e disposto a retomar a alegria, sacode na rua o personagem de Emiliano Queiroz, gritando: “Hoje é sábado, hoje é sábado”. E o comprador de coisas que já perderam o sentido diz a frase antológica, digna de um frasista como Nelson Rodrigues: “O sábado é uma ilusão”.

Sim, o sábado é uma ilusão. Então, lembre de viver também de segunda a sexta.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Mulher de áries

"Mulher de Áries?! Hummm....

Não sei. Ainda não consegui decidir se estar apaixonado por uma dessas mulheres é muito bom ou muito ruim. Como sempre, deve ser os dois... O fato é que essas daqui vivem tão bem sem um homem que se torna até constrangedor (pro cara, claro). A sorte é que as arianas tem uma necessidade natural de ter alguém que elas admirem. Acho que nem é essa a palavra. Elas precisam suspirar, perder o fôlego por alguém. Não se empolgue: se não tiver nenhum homem capaz de responder a isso, bem, ela não sentirá tanta falta dele assim. Até porque o que quer que ele saiba fazer, ela faz mais e melhor.

A coisa aqui é uma briga de galo. É ego pra todo lado, masculino e feminino em par de igualdade. Dá até medo de ser cavalheiro com uma ariana.Elas são donas do pedaço, aquele arrasta quarteirão sabe? Tem controle total sobre tudo que diz respeito a ela. São as mais propensas dentre os signos a propor o casamento no lugar do homem. Assusta um pouquinho. Mas ela é a mulher mais mulher do zodíaco, é de se compreender. Ariana tem a ver com força. Nada nela é 'mais ou menos'.

Para que ela te ame, ela precisa que você a orgulhe. Ela exige que você seja o príncipe, vá lá que não tão encantado, mas capaz de inspirar nela seu sentimento próprio de compartilhar o que é dela, de ser gentil e fazer o que estiver ao alcance dela por você. As mulheres de Áries querem ser dominadas por um braço forte, ser pegada de jeito por alguém a altura de sua força. Entretanto, e é interessante perceber isso, a ariana vive um eterno conflito de estar no controle dominando e também de querer ser dominada (Meu Deus, como será o sexo? Fico pensando).

É aquela mulher que é bendita entre os homens. Sabe qual é? Que tem mais amigos homens do que o normal? Pois então. E aí com certeza vai bater aquele ciúme. E ela simplesmente não admite ataque de ciúmes perto dela. Muito embora ela seja uma mulher ex-tre-ma-men-te possessiva, dona das mais incabíveis crises de ciúme. Isso siginifica: "Pode confiar em mim, mas em você eu não confio mes-mo!"

Acho que é tudo uma questão de dever e recompensa. Por exemplo: se você liga inadvertidamente dizendo que vai demorar pra chegar na casa dela por causa disso e daquilo, não se dê nem ao trabalho de chegar alguma hora porque ela vai estar lhe esperando assim como uma panela de óleo quente espera um pastel cru. No entanto, se você está com ela, conversa e a escuta, será recompensado com toda a suavidade que, pasmem, existe aos montes dentro dela.

Arianas são assim, como a chama de um fogo. Se você souber cuidar bem e entender o que tem que fazer, então ela te aquece como uma lareira. Mas se você não lhe der atenção, uma hora apaga. Ou, o que é pior, incendeia. Todo cuidado é pouco."



Resumindo... é pra poucos!!!
#ADORO!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Uma Rainha em Xeque - by Roberto Toledo

"JOGO DE XADREZ – Uma Rainha em Xeque


06 maio 2011 by Roberto Toledo


No jogo da vida muitas vezes assumimos posições e formas que variam de acordo com a necessidade do momento.

Ao sairmos para as descobertas, somos tal qual peões que se põe a frente buscando encontrar caminhos que nos levem a atingir o objetivo, movimentamo-nos determinados a vencer todos os obstáculos, pois sabemos que no final teremos a recompensa da transformação naquilo que tanto sonhávamos.

Sem perceber, estes objetivos vão mudando com o passar do tempo e as exigências cada vez maiores, vão causando em nós verdadeiras metamorfoses obrigando-nos a agir e interagir de maneiras diferentes. Por vezes saltamos obstáculos, outras vezes os mesmos ficam intransponíveis, deixando-nos a mercê da situação trazendo um grande desconforto por não sermos, neste momento, senhores das nossas vontades. Sentimo-nos como um cavalo aprisionado, sem ter pra onde ir, nem pra onde fugir.

Ao longo do caminho percebemos que as nossas experiências vão ficando cada vez mais consistentes e isso nos faz nos abrir para o mundo, passamos então a ajudar indistintamente sem nos precisar das palavras ponderadas e de bom senso, distribuímos aos quatro ventos as nossas mirabolantes teorias de como viver bem e nos esquecemos que nos movemos sobre trilhos que nos conduzem diagonalmente, esquivando-se de seguir o caminho reto, ora num trilho ora noutro, vestimos a túnica dos bispos que se apegam a preceitos e preconceitos, movimentando à margem da vida cercado de parâmetros e padrões muito rígidos que acabam por engessar a mobilidade.

Achamos engraçados os momentos em que nos enclausuramos no alto da torre, o que nos faz olhar a vida numa posição destacada, acima de tudo, achamo-nos superiores. Andamos em linha reta, pra frente e para o lado, saltando grandes distâncias para vencer obstáculos e não nos damos conta de que a nossa rigidez somente nos consome, nos afastando das pessoas e de tudo o que mais gostamos, ficamos num nível tão alto que ninguém consegue nos alcançar. Como isso é chato! Onde queremos chegar com tanta arrogância, com nariz empinado? Isso não leva a nada. O que será que é preciso acontecer para enxergarmos isso? Somos iguais a todo mundo! Podemos estar momentaneamente numa posição de destaque, mas quem sabe o dia de amanhã?

Vale a pena refletir nisso!

Vivemos defendendo um rei que é incapaz de se garantir sozinho. Anda para todos os lados, mas vive perdido, atordoado, com medo de tudo e de todos, pois qualquer descuido pode levar tudo a perder. Todos querem protegê-lo, mas sua fragilidade o obriga a se esconder fazendo com que todos doem suas vidas por ele. Pobre criatura! Detém nas mãos o poder e não consegue vencer os seus próprios medos. Chega a ser uma ironia, do alto de toda a sua realeza, tudo o que consegue é ser mais infeliz do que os seus vassalos, talvez até mais fraco.

Frente a todo este quadro, surge a Rainha. Figura mágica! Dotada de encanto e nobreza nos gestos e atitudes. Está sempre pronta para defender o seu reino com garra e determinação. Caminha para todos os lados percorrendo grandes distâncias na busca e proteger o seu rei, pois neste jogo, um xeque mate seria fatal.

Mas chega o momento em que vemos nossa Rainha em Xeque. A vida não é um jogo de xadrez, apesar de muitas vezes se assemelhar a ele, somos todos peças importantes nesta estrutura onde cada um tem a sua devida importância, lutamos por um ideal e procuramos a todo custo sermos felizes.

Esta é uma conclusão sensata, desde que os recursos que usemos sejam dignos. Toda luta na busca de nos superarmos é bem vinda e salutar, entretanto quero salientar aqui uma figura ímpar, um estereótipo de mulher que qualificamos como Rainha.

Quem é essa figura soberba? Incansável e destemida, capaz de tudo para defender aqueles a quem ama?

- Alguém se arrisca? – pergunto eu.

Não é preciso pensar muito para responder esta pergunta. Somos todos prova viva disso. Esta guerreira que assume várias roupagens ao longo da vida para poder suprir as necessidades daqueles que através do seu ventre vieram ao mundo… MÃE!

Hoje coloco uma Rainha em Xeque!

Ao olhar a vida por outro ângulo, vamos encontrar na figura materna uma mulher, dotada de desejos, sentimentos, e necessidades que também merecem que sejam supridas. Mãe não é sinônimo de escrava, mas tem o singelo pseudônimo de Rainha.

Nos atalhos da vida, vemos que muitas vezes nos esquecemos de reverenciá-la com o devido respeito. Por isso quero lembrar a você, filho, que o seu papel na vida só foi possível porque ela o desejou um dia e viu o seu desejo transformar-se em realidade. Agora é o momento de retribuir este gesto com todo o amor que tem dentro de você.

Não existe presente que pague a extensão de um afago, um carinho, uma palavra de amor. Este é um presente que ninguém é pobre o bastante que não possa dar e nem rico o suficiente para desdenhar, isso vem do coração.

Diga-lhe: - Eu te amo! Obrigado por você existir na minha vida.

Vale lembrar o seguinte: Somos todos imperfeitos, cobrar dos outros aquilo que não somos não faz sentido. Se algo te magoou e fica difícil o convívio, agradeça a Deus em silêncio a oportunidade que ela te deu de viver, talvez isso fique mais confortável, mas não deixe de fazê-lo, deixe em paz seu coração.

Se ela já se foi, lembre-se dela não como alguém que não está mais presente na sua vida, mas sim como alguém que compartilha contigo de cada momento de sua vida, que fica feliz com cada vitória que alcança e te fortalece nos momentos difíceis. Busque na páginas de sua memória, as lembranças felizes que passaram juntos e enderece a ela um pensamento de carinho e gratidão.

Mas se ela está aqui, bem ao alcance de suas mãos, não desperdice a oportunidade que esta tendo, neste instante e viva intensamente tudo o que puder ao seu lado. Amanhã é outro dia, nós vivemos no presente e o presente é agora.

Vamos todos dar um xeque mate a tristeza, ao pesar, ao sofrimento e realçar e valorizar a alegria, a felicidade e o amor que temos dentro do nosso coração e oferecer o que temos de melhor dentro de nós que é o nosso amor incondicional de filhos.

Parabéns a todas vocês que são mães

Feliz dia das Mães!

Dedico esta matéria a minha mãe Dorvalina A. Toledo pela passagem do seu aniversário de 91 anos de idade. Com amor. "