sábado, 13 de outubro de 2012

Aos 30, eu ponho pimenta na minha comida, sorrisos no meu rosto, rebolado na minha dança e números no meu celular.


Já dizia Anderson Cavalcanti: Cada minuto de vida é um minuto a menos e não um minuto a
mais. Mal nascemos e já começamos a morrer. Acredito sim que ninguém ta aqui por aca
so e nem nessa vida apenas de passagem. Somos um espírito ocupando um corpo, e não um corpo
ocupando um espírito. Há um propósito maior na existência humana. No entanto, a maioria das vezes, nós não tem consciência disso e perdemos a dimensão espiritual da vida na mesquinhez do dia a dia. Não aproveitamos cada minuto de nossa existência como deveríamos. Em vez disso, deixamos o tempo escorrer por entre nossos dedos, enquanto estamos ocupados com coisas absolutamente sem importância.
Eu lido com gente o tempo todo e tenho percebido claramente e cada vez mais o quanto as pessoas estão vivendo sem um sentido para suas vidas. A agenda está sempre cheia. Mas quase sempre o vaivém
não passa de movimento sem significado. As pessoas vivem enredadas em afazeres de todo tipo. Mas ao final do dia, do mês, do ano (da vida?) têm a sensação de que isso não as levou a lugar algum e só sobra o cansaço. Grande parte das pessoas as quais venho conversando ultimamente não sabem me responder a simples pergunta: Está feliz? Como se felicidade fosse algo distante, caro, que precisasse de muito dinheiro para adquiri-la, e estamos poupando para isso num futuro sabe-se lá quando. Por isso venho colocando mais dias em sua vida, mais vida em meus dias.
Sempre ouço falar que a mulher vai "curtindo" no tempo, e que aos 40, na tão famosa idade da loba, é que a vida se inicia, mas hoje, aos 30 anos balzaquianos, tenho todos os motivos para falar, a vida realmente começa, quando você quer que ela assim faça, quando você decide vive-la, da sua forma, da sua maneira, como você bem entender. A vida muda..., nunca mais voltamos a ser aquilo que éramos. Por que estou falando isso?? Porque acabou de receber uma ligação retórica, com os dizeres de que... você tá que tá heim... num tom bem pejorativo e a mensagem que eu tenho a dizer é que, aos 30, eu ponho pimenta na minha comida, sorrisos no meu rosto, rebolado na minha dança e números no meu celular.
Pode me julgar, me titubear, falar o que quiserem, só não podem ser o que eu sou.